A ORALIDADE COMO FERRAMENTA DE TRABALHO
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A oralidade como ferramenta de trabalho

O tema da “oralidade” é discutido como ferramenta de sucesso, principalmente de trabalho quando empregado no mundo corporativo, pela classe do secretariado, pois o Secretário Executivo por estar apto a ser um cogestor e ter formação para desempenhar funções de um estrategista, assessora um executivo e convive no mundo dos negócios.

Enfatizar a “oralidade” quando o Secretário Executivo transmitir uma comunicação enxuta, educada e perfeita ao interagir face a face com diversas pessoas, de diversas culturas, desde a mais humilde até a mais esclarecida, como também com os diversos níveis hierárquicos, dentro da empresa, diretoria, presidência, além de clientes e visitantes, com a finalidade de que metas e objetivos da empresa sejam alcançados.

Os  aspectos levantados dentro da comunicação oral direcionam para uma linha a proporcionar uma oportunidade ao profissional Secretário Executivo de obtenção de liderança ao se interligar com pessoas, enfatizando seu comportamento e também o relacionamento humano, dentro do ambiente corporativo.

A comunicação é vivenciada na vida, tendo o ser humano como responsável por esta habilidade, inicialmente, desde antes do nascimento, pois ele se comunica com a mãe, dentro do útero;  ao nascer, chorando, para receber o alimento até iniciar as primeiras palavras, também ensinadas pelos pais, irmãos e parentes, o que vai deixar registrada sua oralidade do ambiente que está sendo criado.

Segundo Bakhtin (1997a, p.279),

todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão sempre relacionadas com a utilização da língua.

Essa utilização é realizada pelos enunciados (orais e escritos), que são determinados pelas condições sociais específicas e finalidades de cada uma dessas esferas.

Todo enunciado que é composto pelo conteúdo temático, estilo verbal e construção composicional, marcados pela especificidade de uma esfera da comunicação, pode ser denominado gênero discursivo. Trata-se de uma abordagem interessante, dentro da Linguística, que traz ênfase a importância do  texto falado e não só ao texto escrito.

Pensar, portanto na noção de gênero discursivo ao legitimarmos nosso objeto de interesse  é a linguagem falada, mais especificamente, a linguagem do Secretário Executivo dentro do mundo corporativo. Dada a devida importância deste gênero, enfatizamos a desenvoltura do profissional ao desempenhar suas funções utilizando a oralidade.

Este profissional desenvolve um trabalho de interação face a face, utilizando o texto falado, com seu executivo, colegas subordinados e interação com outras áreas dentro da empresa, com a finalidade de obter o resultado de sua atividade no mundo dos negócios.

Para Marcuschi (1975, p. 12),

a linguagem é necessária para qualquer interação humana, sem ela não haveria formação de grupos e nenhuma atividade humana organizada.

Profissional comprometido com o cotidiano dentro de um escritório, depois da  profissão ter sido regulamentada no Brasil,  teve um grande desenvolvimento,  somado ao crescimento e evolução da tecnologia advindo da globalização dentro das empresas.

Segundo um artigo publicado no Jornal Inglês The Guardian,

as secretárias mais bem treinadas do mundo são as brasileiras, isto porque no Brasil se tem o registro profissional e o título de “Secretária”, enquanto que na América, Europa, Austrália, Nova Zelândia e alguns Países do Extremo Oriente preferem identificar os profissionais como  “Profissionais Administrativos”  ou “Assistentes”   ou   simplesmente  “Administrativos” como   é o caso dos Estados Unidos (April, 30th 2001).

Importante salientar que o Secretário Executivo deverá ter um comportamento exemplar ao saber lidar com todos estes recursos para se obter uma eficiente comunicação, e passar uma imagem de credibilidade, pois cabe a ele solucionar dificuldades que dependam dele exclusivamente, visto seu sucesso envolver todo um processo de relacionamento com chefia e colegas.

Artigo escrito pela leitora Sandra Regina Ferreira Tarzia

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