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Palestrante – O guia básico para você iniciar sua carreira

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Palestrante – O guia básico para você iniciar sua carreira

Palestrante - O guia básico para você iniciar sua carreira

Palestrante - O guia básico para você iniciar sua carreira

Ser palestrante se tornou uma profissão muito requisitada e lucrativa mundialmente, mas diferente do que muitos pensam, não há lugar somente para as estrelas.

O Brasil tem hoje um ecossistema completo de palestras, com profissionais de vários níveis, múltiplos agenciadores e diversos tipos de demanda, por termos vários tipos de problemas a serem resolvidos a cada dia.

Se você quer entrar para este mercado, você vai ter a chance de se libertar de broncas de chefes e viver do aplauso da sua platéia. Já paro para pensar nisso? Sim, vale muito a pena!

Mas para trilhar esta carreira, é preciso conhecer a fundo vários fatores, como o mercado, o público, a persona, os problemas, os custos-benefícios, e acima de tudo, se dedicar muito com o compromisso de estar sempre aprendendo algo novo.

Afinal, o que é e o que faz um Palestrante?

O palestrante é aquele que tem o poder da oratória, aquele que comunica. Mas não para por aí não.

É importante ressaltar que ser palestrante é muito mais do que ser um grande orador. É preciso ter técnica, estudo e conhecimento. É preciso saber onde está atuando e com quem está lidando.

Ricardo Ventura, do canal Ser Palestrante, afirma que um palestrante é alguém que desperta emoções, que motiva, que empurra para frente, que apresenta opções de caminhos e oferece soluções. Ser palestrante é resolver problemas e ajudar pessoas a fazerem o mesmo.

Em outras palavras, um palestrante vai além da simples oratória. É um indivíduo que se comunica e faz uso disso não só sobre um palco, mas em diversos contextos, como reuniões, conversas e vendas. Ele sabe usar suas ferramentas além de sua plateia. Ou como Ricardo gosta de dizer, não basta ser palestrante, é preciso ser um Extreme Speaker.

O palestrante é alguém com muita força de vontade, técnica e vontade de ir além. Não simplesmente um dom. Ninguém nasce com a qualidade de palestrante de sucesso, isso vem com muito trabalho e experiência.

Quanto ganha um Palestrante?

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O valor cobrado pelos especialistas variam entre R$ 5 mil e R$ 300 mil.

A indústria do discurso movimenta, por ano, cerca de US$ 12 bilhões no mundo e R$ 100 milhões no Brasil.

Uma curiosidade: Estima-se também que o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, já faturou mais de US$ 89 milhões com palestras desde que deixou o cargo, em janeiro de 2001!

As armadilhas

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Sorte é algo que pode sim acontecer, mas que nunca podemos contar com ela. É preciso se preparar ao máximo para expor as ideias que o público quer de fato ouvir.

Foi o que aconteceu com um dos maiores palestrantes do Brasil, Mário Sérgio Cortella.

Naquela época, a maioria das palestras era voltada para motivação, alegria, energização. E o tema educação corporativa começava a ganhar algum destaque.

Na universidade, ensinava e pesquisava disciplinas como gestão do conhecimento, antropologia do cotidiano e mudança de mentalidade. Quando esses temas viraram uma preocupação no mundo dos negócios, quem estava preparado para falar sobre eles? Sim, ele estava!

Em alguns casos, a palestra é a consequência natural de uma carreira bem-sucedida. Pense no Bernardinho, comandante da seleção brasileira de vôlei. Ele é pago para falar de seu método de trabalho vitorioso. Ou Vilfredo Schürmann, que reflete sobre suas experiências de velejar com a família pelo mundo. Ou Luiza Helena Trajano, que fala sobre a filosofia que implantou em sua empresa, o Magazine Luiza. Ou Steve Jobs, cujas palestras foram desenvolvidas para encantar os clientes e elevar as vendas da Apple (cerca de um terço dos clientes do seminário de Shinyashiki era de empresários ou executivos querendo melhorar suas apresentações em público).

Esta é uma das armadilhas da carreira de palestrante: como se dar bem numa profissão em que é preciso ter sucesso para fazer sucesso?

Daí surge a necessidade dos candidatos a palestrante escreverem um livro, criarem um site, se tornarem referência de conteúdo para serem reconhecidos por seus pares.

Em seus cursos, Oneda sugere que os alunos escrevam artigos e um livro. É uma medida para o palestrante organizar as ideias. Também é uma forma de comprovar que tem algo novo e relevante a dizer. Em uma reunião com um possível cliente, o livro ganha a função de cartão de visitas.

Outro caminho é começar com palestras mais modestas. É aí que está, aliás, a maior fatia do mercado. Segundo o estudo da ABTD, o maior espaço nas empresas está reservado para orçamentos pequenos. Só 14% remuneram acima de R$ 8 mil. Do outro lado do espectro financeiro, 15% das empresas pagam no máximo R$ 1 mil por apresentação.

Relação de custo-benefício

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Essa realidade tem a ver com a evolução do mercado das palestras. Em grande medida, elas agora integram programas mais amplos de capacitação e atualização.

Marcos Braga, presicente da HSM, afirma:

Diferentemente do que ocorria nos anos 90, os assuntos têm muito mais força que os nomes dos palestrantes.

 

Ele enxerga dois motivos para isso:

  1. O fato de as transformações no mundo dos negócios serem hoje muito mais rápidas. Não dá mais tempo de construir um nome como palestrante e uma horda de seguidores fiéis.
  2. O fato do surgimento de temáticas completamente novas. Em outras palavras, não basta mais estudar marketing com o ícone americano Philip Kotler. É preciso ouvir o especialista em redes sociais e marketing digital.

O grosso do mercado de palestrantes é composto por consultores ou especialistas em temas técnicos ou comportamentais.

Sommer afirma que

Não precisamos de estrelas para falar sobre esses temas. Procuramos a melhor relação custo-benefício.

Nesse contexto, a profissão fica parecida com várias outras, em que alguns profissionais destacados ganham fortunas, mas a maioria batalha sem tanto glamour.

O palestrante comum passa por triagens de mercado, entrevistas, discussões de projeto. E a ascensão – mais lenta, mas não impossível – depende das recomendações que seus clientes fazem para os amigos.

Roberto Shinyashiki dizia em suas apresentações…

Vocês acham que eu estou fazendo essa apresentação aqui para vocês? Nada disso. Vocês já me pagaram. Eu estou fazendo essa palestra é para que vocês me recomendem aos próximos clientes.

 

Os 8 melhores e mais inspiradores palestrantes do Brasil

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1. Mário Sérgio Cortella

Cortella, paranaense, doutor em educação e professor há 37 anos, onde leciona na PUC-SP há 35 e na Fundação Dom Cabral há 15. Idealista, virou secretário municipal da Educação em São Paulo, nos anos 90. Deu sua primeira palestra em 1991.

Ele é um dos palestrantes mais requisitados do Brasil, cobrando até 60 mil reais por uma palestra. Sua agenda costuma estar cheia pelos próximos seis meses, palestrando até mesmo aos sábados.

São, em média, 20 apresentações por mês, além de participações em televisão e rádio. Com mais de dez livros publicados, Cortella vem ganhando destaque ao abordar assuntos polêmicos e filosóficos que estão presentes no cotidiano de todos com muita propriedade, didatismo e fácil compreensão.

Em suas apresentações, Cortella convida o público a refletir sobre temas como ética profissional e relações interpessoais, com temas que variam de motivação a comportamento e, principalmente, com relação à educação.

Com sua fala calma e recheada de pausas, que, por sinal, ele costuma trabalhar de maneira excelente, é, muito possivelmente, o maior palestrante do Brasil na atualidade.

2. Leila Navarro

Leila é conhecida como “Viagra empresarial”, já que suas palestras são recheadas de emoção, energia e costumam estimular as pessoas a buscarem resultados melhores no trabalho e na vida.

Há mais de 15 anos no mercado, já se tornou referência em palestras em vários países da Europa e América Latina. De acordo com o ranking da revista Veja, faz parte dos 20 principais palestrantes do Brasil.

Leila aborda temas como liderança, gestão de pessoas, empreendedorismo e inovação, e já foi assistida por mais de um milhão de pessoas! Com performances épicas e bem teatrais, Leila diz que gosta de usar suas palestras para preparar pessoas e as organizações para um mercado altamente competitivo.

É um bom exemplo de performance que, por muitas vezes, se sobrepõe ao conteúdo. Para ela, funciona e muito bem, mas é preciso avaliar se é um caminho válido para todos.

3. Clóvis Barros Filho

O jornalista, de 49 anos, iniciou sua carreira de palestrantes em 2004 e dez anos depois, em 2014, deu 349 palestras no mesmo ano.

Com estilo calmo e de fala pausada, demonstra segurança e amplo domínio do assunto, quesitos fundamentais para o sucesso em uma palestra.

Clóvis é um dos palestrantes mais requisitados do Brasil atualmente, com agenda cheia e um cachê bem alto. Assim como Cortella, faz sucesso falando de ética e outros assuntos ligados à filosofia. O segredo dos dois é saber falar, de forma fácil, assuntos complexos, mas que cabem na vida de todos, provocando reflexões nas pessoas que ouvem.

4. Pedro Janot

Pedro consta na lista da revista Veja como um dos dez melhores palestrantes do Brasil. Ele ficou paraplégico ao cair de um cavalo, em 2011, e suas palestras giram sempre em torno de temas como superação e força.

Ele sempre enfatiza questões como persistência e foco. Pedro também destaca sua carreira profissional, com passagens por grandes companhias como Mesbla, Zara, Pão de Açúcar e Azul.

A luta para recuperar os movimentos fez com que ele aumentasse o tema de suas palestras, trazendo seu exemplo pessoal para o foco. Pedro consegue uma boa performance de palco mesmo sem poder se movimentar, trazendo muita força no conteúdo baseado em sua história profissional.

5. Rodrigo Pimentel

Rodrigo foi capitão do Bope, o Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro, e escreveu suas experiências em dois livros, que deram origem aos filmes Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2 (2010).

Aos 44 anos, trouxe todo o aprendizado militar para o mundo das palestras. O tema delas sempre gira em torno da superação de desafios, foco no resultado e trabalho em equipe.

Usando histórias épicas da época em que subia os temidos morros cariocas para caçar traficantes, ele ilustra situações que todos vivem e mostra como se pode vencer esses desafios.

Prestando atenção em sua performance, é evidente seu tom militar, como se estivesse se dirigindo à tropa, o que faz prender a atenção dos espectadores com muita facilidade.

6. Bernardinho

Ele é um dos maiores nomes do esporte brasileiro e se tornou um dos grandes palestrantes da atualidade.

Bernardo Rezende, o Bernardinho, foi técnico das seleções masculina e feminina de vôlei, onde ganhou duas medalhas de ouro em olimpíadas.

Muito requisitado para palestras, costuma encher os locais onde se apresenta, usando suas experiências pessoais no esporte para falar sobre liderança, superação, motivação e trabalho em equipe. O livro também apresenta facetas desconhecidas do treinador ao mostrar em detalhes como ele burilou o método que batizou de Roda da Excelência.

Bernardinho também é escritor do livro “Transformando Suor em Ouro“, onde ele compartilha um pouco de sua história desde os tempos de jogador até a consagração como técnico com o ouro olímpico.

Para muitas pessoas, Bernardinho está usando as palestras para alavancar sua carreira política. Independente da motivação, é inegável que um dos maiores nomes do esporte brasileiro tornou-se um grande palestrante, que cobra em torno de R$ 50 mil para falar em público.

7. Max Gehringer

O ex-executivo, estrela dos programas de televisão, também é um palestrante de sucesso. Max usa todo a experiência adquirida na tv e no rádio para falar de maneira clara, simples e objetiva sobre mercado de trabalho, política corporativa e gestão de negócios.

Para contratar o ex-presidente de empresas como Pepsi e Pulmann, é necessário desembolsar pouco mais de R$ 30 mil.

8. Fernando Henrique Cardoso

O ex-presidente da República e imortal da Academia Brasileira de Letras é um dos palestrantes mais caros do Brasil.

FHC cobra R$ 200 mil para falar sobre o perfil econômico, social e político do país. Ele também faz sucesso com palestras que abordam políticas de combate às drogas. Como fala quatro idiomas e é uma pessoa reconhecida internacionalmente, o ex-presidente participa de palestras em todo o mundo.

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